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A maioria das pessoas tem dificuldade em definir o sucesso. A idéia de sucesso não é a mesma para todas as pessoas, entretanto para atingirmos o sucesso é necessário muito trabalho, competência e determinação. Sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. Nós, porém, o definimos como: “Sucesso é conhecer o propósito de sua vida, crescer para alcançar o seu potencial máximo e lançar sementes que beneficiem outros". Deus tem uma jornada de sucesso determinada para a sua vida, e nós queremos ajudá-lo nessa caminhada.

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. (1ª Co 9:24)

E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. (Cl 3: 23 e 24).
  • AGREGANDO VALOR A SUA EMPRESA
  • O VALOR DO CRISTÃO NO MERCADO DE TRABALHO
  • A LIÇÃO DOS GANSOS
  • A INTEGRIDADE DO LIDER
  • A ÉTICA DO PROFISSIONAL CRISTÃO

AGREGANDO VALOR A SUA EMPRESA 

Rick Warren

Se você tem investido no mercado de ações, compreende o significado de "valorização". Valorizar significa "elevar o valor". Negócios saudáveis têm muitas formas de bens valorizáveis, mas a mais importante delas, em qualquer ramo, são as pessoas que nela trabalham. Todas as coisas se originam ou recaem sobre a liderança, mas o potencial das pessoas que seguem os líderes também é importante. Pessoas de qualidade produzem mercadorias e serviços de qualidade. Com a capacidade de valorizar seus empregados ou companheiros de trabalho cria-se uma empresa mais valorizada.

Como você valoriza aqueles que trabalham para você ou com você? Mostrando-lhes o seu apreço. Como? O melhor meio de investir em seu negócio é demonstrar a importância das pessoas que trabalham com você, reconhecendo sua contribuição para o sucesso da empresa.
Reconhecimento faz brotar o melhor em nós. Ele nos ajuda a aprender melhor e nos estimula a ser mais produtivos. William James, grande psicólogo, disse:

"O princípio mais profundo na natureza humana é o anseio de ser reconhecido."

O célebre autor Mark Twain disse certa vez: "Um bom elogio me impulsiona por uns dois meses!"

A Bíblia tem muito a dizer sobre o valor de expressar reconhecimento.


Por exemplo, ela diz: "...Animem-se uns aos outros e edifiquem-se uns aos outros" (I Tessalonicenses 5.11). O autor de Hebreus exorta seus leitores a: "Consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras... procuremos encorajar-nos uns aos outros" (10.24-25).

Empreendimentos de sucesso valorizam três coisas nas pessoas:


- Suas diferenças. Reconhece e valoriza a singularidade. Deus fez cada um de nós diferente por uma razão: a vida seria desinteressante e enfadonha se todos agíssemos da mesma maneira. Existe vigor na diversidade. Concentre-se em criar unidade sem forçar uniformidade.

- Sua confiança. Um ótimo momento para mostrar reconhecimento aos outros é quando eles permanecem ao seu lado durante tempos difíceis. Reconheça as pessoas com as quais você pode contar, especialmente quando está sob pressão.

- Seu esforço. Demonstre reconhecimento pelo que as pessoas fizeram quando deram o que tinham de melhor, se empenhando ao máximo, não importando qual tenha sido o resultado. Um "tapinha nas costas" produz melhor resultado que um chute.

Reconhecimento efetivo apresenta três características:

- É real - é preciso ser genuíno, vir do coração, não superficial ou manipulador.

- É identificável - deve ser expresso de forma clara e específica para que aquele a quem se destina sinta-se reconhecido.

- É constante - deve ser freqüente, não ser "armazenado" ou reservado para ocasiões ou propósitos especiais.

Ken Blanchard, popular escritor, locutor e autoridade em administração,diz: "Adote o hábito de surpreender as pessoas fazendo algo certo!"

Quanto mais você demonstra reconhecimento pelas pessoas com quem trabalha, mais elas gostarão de você, de sua empresa e do trabalho que lhes é solicitado fazer. Pessoas que se sentem valorizadas e reconhecidas são mais alegres, mais produtivas e mais leais.

A propósito: reconhecimento não é algo que funciona apenas no seu negócio.Funciona também com seu cônjuge e seus filhos. Experimente. Eles irão gostar!

Texto de autoria de Rick Warren, autor do best-seller "The Purpose-Drive Life" (Uma Vida Com Propósito), traduzido em diversas línguas, e no qual analisa a importância de um propósito cuidadoso e claramente expresso para guiar a vida cotidiana. Tradução de Mércia Padovani.

Esta mensagem pode ser encontrada no site "Contando Histórias", no endereço:
http://www.contandohistorias.com.br/shtml/2004136.shtml

O valor do cristão no mercado de trabalho 

É dramática a situação de pessoas que se acotovelam nas salas de cursinhos preparatórios para concursos públicos que prometem salários atrativos e uma falsa sensação de estabilidade funcional.

Se falarmos da iniciativa privada, a situação é outra, não valem apenas o conhecimento de uma área específica ou domínio da informação, mas, também a atuação junto ao grupo de trabalho, a eficácia em lidar com conflitos internos, externos e grupais é levado em conta. No processo de seleção fatores como, valores culturais, pessoais e religiosos, estabilidade familiar, convivência e atuação em grupos de trabalho são avaliados, pois os riscos de inadaptação representam custos altos, seja pela indenização por conta da demissão, ou pelo novo treinamento do recém contratado.

Muitas empresas estão enxugando estruturas funcionais, preferindo contratos de prestação de serviços, lançando mão da contratação para execução de projetos específicos, e, nesta hora o empreendedorismo de si mesmo, e a excelência na prestação se serviço é o que realmente conta. Estas são as novas relações profissionais estabelecidas dentro de um mercado globalizado, porém, elas também podem nascer, crescer e desenvolver, ou simplesmente viver agonizando até a morte, porque na atual demanda de mercado, só sobreviverão os profissionais que sejam realmente resposta para um problema. Qualidade, eficiência e excelência é o que as empresas querem, o prestador de serviço deve sempre ir além daquilo que é pedido, o mercado irá querer contratar aqueles que superam suas expectativas e, que fazem muito mais do que é esperado, este profissional excelente está, e sempre estará em alta no mercado.

O sonho de um trabalho estável com altos salários, e com promessa de aposentadoria ficou, para trás, já aconteceu em outras décadas, hoje já nem tanto, porém a maioria das pessoas continuam sonhando hoje o sonho do ontem. O que há de real hoje, é que o mercado todos os dias aponta para milhares de oportunidades de trabalho, seja na prestação de serviços, que é um dos mercados cada vez mais crescente, a terceirização ou quarteirização da mão de obra, porém, nota-se que ainda está em falta homens e mulheres com ousadia e coragem para enfrentar o mercado. Pode-se perceber que o conforto de um emprego com “carteira assinada” e o, comodismo do salário garantido no final do mês, é ainda o sonho da maioria das pessoas, mesmo que se saiba que o mesmo virá a custa de frustração de potencial e, paralisia na criatividade e produtividade do trabalhador, como acontece muitas vezes no serviço público. Todos desconfiam das promessas milagrosas governamentais de gerar milhares de empregos, mas a maioria prefere acreditar que o maior empregador do país, o Governo, sabe o que está dizendo, e que o mesmo é quem irá garantir e dar estabilidade ao profissional.

Infelizmente, a busca por “um lugar ao sol” está na maioria das vezes ligada a empresas, organizações governamentais ou não, indústrias, carteira assinada, multinacionais, e esta busca está também dentro do coração e da mente da maioria do povo de Deus. Jamais podemos esquecer que o único que pode nos dar estabilidade é Jesus, e que só Ele é Senhor e, Nele é que está a nossa garantia, e por intermédio dEle, nós que somos filhos é quem devemos dar garantia a nossa nação, industria, empresas, organizações, e não o inverso. Assim cabe-nos um questionamento, afinal qual o papel do cristão dentro deste contexto sócio econômico?

Lembro-me da preleção de uma executiva de televisão e cinema dos EUA, chamada Déborah Bartled que em um seminário em Nassau nas Bahamas, disse:

- O que Steven Spilberg pode fazer, que você tendo o Espírito Santo de Deus, não pode fazer melhor?
- Ela dizia que muitos evangélicos se apresentavam para fazer algum programa de televisão e quando ela avaliava a preparação, equipamentos, e capacidade, encontrava na maioria um grande improviso, imaturidade gerencial, indisciplina, despreparo. O mercado de trabalho sempre estará aberto para pessoas que se dispõe a ser e fazer a diferença. Precisamos diferenciar o fato de ser a diferença, de ser o diferente, o estranho do grupo, muitos erram e até se afastam do propósito ensinado por Cristo de sermos a luz do mundo e o sal da terra (Mateus 5: 14,15) , quando tornam-se “os estranhos” do grupo, não se misturam deixando a nítida impressão, de ser melhor, especial, o dono da verdade, sendo quase intocável, criticam a todos e, estão sempre prontos para apontar comportamentos inadequados, e assim são considerados pelas organizações como pessoas críticas, antisociais, esquisitas mesmo.

Ser a diferença é o oposto de tudo isto, o não se misturar, é não participar de intrigas, fofocas, roubos seja de objetos e ou de tempo, como por ex.: ficar batendo papo na internet no horário de trabalho. Ser diferente, é ter sempre uma palavra de consolo, conforto e ajuda, para aquele colega, que tentou te passar a perna meses atrás, ser diferente é, nunca chegar atrasado, a não ser por motivo justo, é fazer além da sua obrigação, é ser feliz e educado sempre, independente das circunstâncias, esta é algumas das diferenças que Jesus espera dos seus filhos.

Ainda posso me lembrar do dia em que estava ministrando uma reunião para desempregados em nossa comunidade, quando ao final do encontro vindo em minha direção um senhor estendeu um envelope com listas de dezenas de oportunidades de trabalho para serem divulgadas.

Perguntei-lhe:

- O senhor é membro de nossa igreja?

Respondeu-me:

- Não, sou católico! É que o diretor da empresa me mandou aqui porque gostou muito das pessoas que foram encaminhadas daqui, e abriu novas oportunidades.

Então pensei comigo mesmo.

É, o povo de Deus está fazendo a diferença por lá mesmo!

Lamentavelmente nem sempre isto acontece. Não raro, encontramos queixumes de empregados e empregadores cristãos, quanto as dificuldades em trabalhar com cristãos que não dão bons testemunhos.

Mas, afinal o que Deus deseja que façamos para agradá-lo no campo profissional?

Primeiramente, acreditamos que é o não fazer distinção entre trabalho secular e sagrado.

Uma herança religiosa do passado, e que em nada dignifica ou inspira o desenvolvimento do cristão, mas sim cria em sua mente uma dicotomia, ou seja, existe dois registros mentais, onde a pessoa considera que existem umas ações que são consideradas sagradas e outras profanas. É comum no meio evangélico encontrar-mos pessoas infelizes com o seu emprego, por considerá-lo secular, destituído da graça divina, e que sonham em praticar a “obra” em tempo integral, porém, a maioria das pessoas se esquecem que o trabalho dito profano, pode ser exatamente o local que Deus quer utiliza-lo(a). Nota-se que o povo de Deus vivem com certos critérios e valores de segunda a sexta feira e quando chega-se ao sábado ou domingo veste-se uma roupa religiosa e vão a igreja viver e praticar a vontade de Deus.

Trata-se de um verdadeiro convite ao conflito e sofrimento psíquico, quando não espiritual. O ser humano é um ser total com corpo, alma e espírito que jamais podem ser desassociados, assim, tudo o que fizer e onde estiver, “faça tudo como para o Senhor.....” Segundo, honrar a Deus através da sua profissão.

Existem inúmeras demandas e atividades profissionais onde o cristão pode atuar, principalmente como um filho de Deus, guiado pelo Espírito Santo e recebendo inspiração divina, mas infelizmente boa parte dos cristãos estão sonhando em desfrutar do “Céu” e não quer transformar a terra e seus sistemas sociais. Em nossas palestras provocamos propositalmente os ouvintes cristãos a repensarem o seu papel social e comunitário, fazemos afirmações como esta:

- O Espírito Santo está aguardando voluntários para ensiná-lo a fórmula para cura da AIDS, da Malária, desenvolvimento de programas alimentares para população desnutrida, métodos de alfabetização e educação complementar, sistemas econômicos e financeiros para serem aplicados no mundo inteiro, tem alguém aqui que se candidate? E, olhando como se achasse impossível, que o Deus Todo Poderoso possa se interessar por atividades tão mundanas, a maioria fica em silêncio.

Mas, muitos não hesitariam em seguir viagem para algum país distante para falar do evangelho, mas recusam-se a desenvolver sua profissão como uma ferramenta de crescimento do Reino de Deus na terra em sua própria cidade.

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5:16)

A palavra boas obras neste texto no original em grego significa “obras excelentes” uma proposta de aplicação da doação e generosidade inspirada em Deus.

Terceiro, ter um padrão de excelência profissional que provoque um grande impacto no mundo.

O cristão tem a responsabilidade de organizar a sociedade, pois os fundamentos de sua fé, estão alicerçados no respeito e cooperação mútua, respeito e honra as autoridades, e auto superação baseada no padrão ensinado por Jesus Cristo, com amor ao próximo e a Deus, sabendo que haverá prestação de todas as ações boas e más. Na etimologia da palavra excelência encontramos bondade, é aquele caminhar além do que é pedido ou contratado, chamaremos do caminhar uma segunda milha, conforme Jesus nos ensinou:

“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas”. ( Mateus 5: 41)

E, num processo de recusa em ser medíocre, egoísta, amargo, o verdadeiro cristão lança-se numa permanente auto superação, desconsiderando as suas limitações, mas amparando-se agora na ilimitada fonte de inspiração e sabedoria disponível em Deus.



Prof. José Campos: Escritor, Docente local do Instituto Haggai, Professor em Liderança Cristã e Relações Interpessoais, ex-Diretor de Reinserção Social no Governo de Minas Gerais.

Dra Carla S. Campos: Mestre em Teologia, Psicóloga Clínica, Escritora, Palestrante, Ex-Diretora da Federação Aquática Mineira. Ambos, membros da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte.

A LIÇÃO DOS GANSOS 

Quando um ganso bate asas cria um “vácuo” para o pássaro seguinte. Voando numa formação em V, o bando inteiro tem seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha.

Lição: Pessoas que compartilham uma direção comum têm senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.

Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração” da ave imediatamente à sua frente.

Lição: Se tivermos tanta sensibilidade quanto ao ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestaremos a nossa a outros.

Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação. Imediatamente, outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta.

Lição: É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes uma das outras.

Quando um ganso fica doente, ferido, ou é abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo, ou até que morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de outro bando.

Lição: Se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis.

Gostaria que você pensasse bem nessas lições dos gansos. Leia com atenção, reflita sobre cada item, transponha-os para a sua realidade, mostre ao seu pessoal e discuta com eles. Até com os gansos podemos aprender!

Extraído do livro: Conta mais uma!
 

A Integridade do Líder  


“Não há lugar oculto para uma carpa dourada no aquário”. Ditado Chinês

Você é um líder.
Ficou surpreso com o impacto da palavra Líder? Antes de estar na posição de líder, talvez você tenha pensado que os Líderes tinham uma vida sobre-humana, vivendo numa relação face a face com Deus como Moisés e que suas idéias eram absolutas e suas respostas perfeitas, sem ambivalências.
O tempo passou e, quando menos percebemos, fomos chamados a assumir uma posição de liderança e sentimos a mesma insegurança que Moisés ou Josué: Eu??? Líder??? Não Senhor, deve haver algum engano... Chegar à posição de guiar outras pessoas não é algo que acontece subitamente, é uma evolução a que vamos nos acostumando e seguimos sem que haja uma reflexão mais profunda dos papéis que assumimos e também da necessidade de uma evolução ética, essencial para a nova etapa.
Assim como um prédio mais alto precisa de alicerces mais profundos, um líder com mais influência precisa de um padrão ético mais firme na Rocha.
Quando nos damos conta de que muitas pessoas se apóiam em nossa Visão para construírem - total ou parcialmente - a sua definição pessoal, percebemos uma desconfortável sensação de poder que se opõe à insegurança e à fragilidade de estar na frente, sendo avaliado pelo que faz ou decide não fazer.
Ao mesmo tempo, nós também precisamos também de direções: “Que condições Deus nos apresenta para seguir crescendo dentro da Sua Visão? Quais armadilhas que o cristão precisa atravessar para fazer a Sua Vontade aqui na Terra como ela é feita no Céu?”
A resposta está na busca da Integridade.

Integridade
“O que você não quiser comer, não cheire”. Ditado Nigeriano.
Sua liderança depende de sua Integridade.
O vocábulo “Integridade” vem do latim “Integrare” que significa “fazer inteiro, uno, total” por exemplo: integrais são números inteiros, integrar é combinar as partes em algo único, holístico, um total.
Então Integridade tem a ver com totalidade, unicidade, indivisibilidade. Uma pessoa íntegra ou de Integridade é a que é una, a mesma:
O que ela diz é o mesmo que ela faz.
O que ela é em público é o mesmo em sua vida privada.
As duas coisas são uma só e não duas. Na verdade, os maiores problemas de caráter acontecem nas menores coisas. Quando o cristão começa sua jornada de guiar outras pessoas percebe-se tendo que encarar sentimentos, impulsos e limitações que nunca imaginou que enfrentaria quando chegasse a tal posição. Há uma relação direta entre ser um cristão e apontar o caminho para outras pessoas. Por isso nos referimos a cada cristão como um líder.
As tentações não se materializam como grandes desafios éticos, mas sim em pequenas coisas que estão ao alcance do líder em seu dia a dia. O amadurecimento de um cristão começa quando ele aprende a lidar com suas pequenas fraquezas e também a compreender a fraqueza dos outros.
Sabemos que não se pode medir o nível de Integridade de uma pessoa. É uma avaliação subjetiva. Mas podemos dizer que existe uma linha imaginária que a mede e que as pessoas, de maneira geral, vêem esta linha e respondem a ela. Esta linha é medida inconscientemente pelas pessoas quando percebem a distância entre fazer o que se fala e falar o que se faz.
Quanto maior a Integridade de um cristão mais ele pode fazer o que fala e falar o que faz. Muitas pessoas, quando em público, são doces e amorosas, mas em sua vida pessoal são vistas como algozes impiedosos. Freqüentemente não somos a mesma pessoa em nossa vida pessoal e na vida privada. É claro que sua privacidade não precisa ser invadida a todo o momento mas vale lembrar que um dia ela será e tudo o que está oculto em sua vida será descoberto.
Então a vida cristã e o caráter cristão são uma só experiência.
Experiência essa marcada pela frustração e pela busca de socorro em Deus.
A Integridade dá:
Poder às nossas palavras.
Força aos nossos planos.
Impacto às nossas ações.
Quando se estabelece a Integridade muito pode ser feito. Mas se há uma dúvida quanto à Integridade de um líder ou de uma Igreja, quase nada pode ser feito.
Tito 2: 7-8
7 Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade,
8 Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Um dos primeiros ataques a um cristão ou a qualquer líder é quanto à sua Integridade, depois quanto à legitimidade de sua liderança.
Estes ataques não acontecem “fora das muralhas”, advindos da estratégia do inimigo, mas sim de dentro de nossa sala mais íntima e segura, transbordando daqueles com quem dividimos o pão.
Esta maldição se manifesta sem que ninguém perceba o seu poder de corrosão. Um reino não pode prevalecer quando está dividido e a falta de confiança no líder gera a divisão e a rebelião.

Cultivando a Integridade
Tome cuidado com as pequenas coisas
Mat.25.21
Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Nos pequenos detalhes, no segundo olhar, nas pequenas e inocentes provas que parecem sem risco algum... nos detalhes quebramos a relação de intimidade com Deus. Integridade só é conseguida na relação de amor e dependência de Deus.
Diga não à tentação... o mais rápido possível. 
1ª Tim 6.11
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.
Não deixe sua mente negociar. Uma das cenas mais sutis do filme “O Advogado do Diabo” o jovem advogado está conversando com o dono do escritório de advocacia sem saber que ele e o próprio diabo e pergunta: “Você está negociando?” e o diabo responde: “Estou sempre negociando!”

Não separe Vida Privada de Vida Pública. 
1ª Sam 15.30
Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus.
Em qualquer dúvida diga não! Sua consciência é seu bem mais valioso e deve ser treinada para fazer o que é certo tendo como base princípios e não quantidades ou quantias.

Mantenha sua consciência limpa.
Atenção para motivos escusos. Quando assumimos o nosso papel como cristãos e como líderes, estamos querendo que as pessoas nos sigam e elas não seguem idéias, seguem pessoas. Quando a pessoa não é fidedigna, ninguém a seguirá. Seja transparente diante dos homens e de Deus.
Atos 24.16
Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
Não se permita caminhar com pendências em nenhuma área de sua vida. A Palavra de Deus nos convoca a limpar as pendências com os irmãos antes de fazer o mais sagrado: ofertar no altar do Senhor. Se algo é levantado contra a imagem ou o ministério de um líder, não é suficiente que ele tenha boas justificativas. É necessário que ele saiba lidar com o processo por detrás da queixa.
Se é algo a ser consertado, reparado ou resgatado, resolva com o irmão.
Se é uma insurreição dentro da Igreja ou do ministério, dissolva as causas.
Se é uma armadilha do diabo, resista e lute dentro da Palavra de Deus.
Mas em todos os casos entenda que há um chamado de Deus para um conserto, portanto humilhe-se diante do Pai, e Ele te exaltará diante dos homens.
Integridade é essencial para a Liderança porque toda liderança é uma liderança moral. David Wong
Há uma Visão para seguirmos e um caminho para construirmos. Somos um povo que tem um Deus fiel para dar a Visão e as condições para sua realização, por isso é chamado “O Senhor do Impossível”. Deus não tem Seu maior interesse no que você faz mas sim no que você se transforma enquanto faz. Ele observa suas motivações e o oculto de seu coração. É isso que Ele deseja: adoradores que vivem a ação como adoração e sua busca de santidade é um processo natural de derramar-se diante do Seu Altar.
Que Deus nos desafie e nos transforme. 

Autor:Dr. Roberto Aylmer

Dr. Roberto Aylmer é casado com Ana, pai de Mariana, Daniel e Rodrigo.
Médico, formado pela Universidade Federal Fluminense -RJ. Trainee pelo Cathexis Institute Califórnia em Distúrbios do Comportamento e médico palestrante convidado do Instituto Jacqui Schiff – Ba. Formado com louvor pelo Haggai Institute, Atlanta, EUA, onde hoje é Professor Internacional do Haggai Institute no tema Desenvolvimento de Lideranças. Consultor especial e palestrante da Associação Brasileira para a Prevenção de Acidentes do Trabalho - ABPA.

A ÉTICA DO PROFISSIONAL CRISTÃO

Amigos, 3/4 da vida passamos dormindo ou trabalhando. Que coisa, é muito tempo! Raciocine: onde você passa mais tempo: no templo da sua igreja ou no local de trabalho? Na "igreja" (estou usando o termo no sentido popular, antes que alguém escreva reclamando...) passamos por semana quando muito 10 horas. No trabalho passamos isso quase todo dia. Ora, é óbvio que se a gente passa tanto tempo trabalhando, e se não deixamos de ser cristãos quando saímos do templo, a nossa vida profissional, ao lado da vida familiar, são os dois ambientes onde poderemos mostrar de forma mais efetiva o nosso cristianismo.

Não se trata de definir, nesse momento, o que é mais importante, ou onde você aprende mais etc etc. É apenas a constatação de um fato, e da maior relevância. A maioria de nós não pode se dar ao luxo sequer de escolher onde QUER trabalhar. Estamos mais para agradecer a Deus onde CONSEGUIMOS trabalhar. E Deus vai conosco para o nosso trabalho, e nós continuamos a ser "sais da terra", mesmo depois que passamos a catraca eletrônica e ligamos a máquina na fábrica, ou atendemos o paciente no consultório, ou o cliente na loja ou participamos da audiência, ou negociamos a venda do produto ou ...

Acho que está na hora de questionarmos mais profundamente qual deve ser nossa postura nesse local onde ganhamos o "pão de cada dia". É necessário que a gente comece a pensar melhor em como nos posicionamos como cristãos na esfera profissional. Parece-me constrangedor o fato de que, sendo esse o fator que durante mais tempo envolve a nossa vida, não seja tão discutido e abordado como outros temas.Discutimos exaustivamente como devemos nos reunir, por exemplo. Mas esquecemos de que a nossa vida (infelizmente, até) não é uma constante reunião de crentes. A segunda-feira chega para todo mundo.

Nossa tendência de superficialidade e simplificação das coisas é preocupante nessa área. Afinal, espiritualidade verdadeira não se mede (apenas) pela freqüência de um crente às reuniões. Tem uma porção de crente que não falta nem que esteja chovendo canivete. Mas quando chega na área profissional, cadê a ética, o respeito ao próximo, a honestidade? Quantos são os que pregam o Evangelho no domingo à noite e na segunda pregam cheques sem fundo e protestos em cartório!!

Outro aspecto, que eu chamaria de "mais nobre" da discussão, é que o profissional moderno tem que tomar certas decisões que são relativas à vida moderna e sobre as quais a Bíblia não trata explicitamente, por razões óbvias.

Explico: se você é um profissional médico, diretor de um hospital, e couber a você decidir se desliga ou não o aparelho do paciente. E aí? E se tiver que contar o diagnóstico de um câncer ao pai de família? Conta, mente ou dissimula?

Na área comercial não é diferente. Para ganhar a concorrência, eu pago ou não aquela viagem para a Europa que o comprador pediu? Isso sempre será propina ou nem sempre? Quando se justifica ou quando não?

E o crente psicólogo? Pelo juramento, sua clínica tem que ser laica. Mas, como apontar uma solução para um paciente sem falar de Deus? E se falar de Deus, feriu a ética profissional... E a secretária? Diz que o chefe não está ou expõem-no ao constrangimento?

Há outras perguntas na cabeça dos jovens cristãos de hoje. Qualquer profissão serve para o crente? Como justificar biblicamente uma resposta positiva ou negativa? Daqui a pouco (e para muitos a hora já está aí) é preciso escolher um curso universitário. Será que é só optar pela que dá mais dinheiro, ou será que mesmo dando dinheiro é preciso tomar cuidado com algumas áreas?

Pensando em tudo isso, e também observando que a nossa geração foi privilegiada (esses dias numa conferência perguntei quantos eram formados ou estavam na universidade, quase metade levantou a mão) com o acesso à cultura, à informação e à formação, pode-se concluir que não foi à toa que Deus nos deu este privilégio (que muitos de nossos pais não tiveram). Creio que Ele quer usar essa nova condição para a Sua glória.

Aí, estudamos, chegamos à universidade, e depois ao mestrado e ao doutorado e depois ao sucesso profissional. Mas até que ponto isso tudo não está sendo conseguido ao arrepio da ética e às custas do bom nome do cristianismo?

Marcos Soares (www.irmaos.com)



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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